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Das vantagens de não despachar as malas.

Desde o desastre das malas em minha primeira viagem ao exterior (as malas eram enormes e atrapalharam muito a viagem) eu sempre viajo com pouquíssimas peças de roupas, só despacho malas quando não é cobrado taxas de despachos ou quando tenho que trazer o assentos de carros para meus filhos. Para esta viagem à Washigton DC nós resolvemos não despachar as malas, tudo teria que caber em malas que poderiam entrar na cabine do avião, desta forma economizaríamos cerca de $200! (4 malas despachadas a $25 por mala por trecho). Na noite anterior montei as malas incluindo casacos pesados de inverno usando o ZipLoc Space Bag (já falei sobre estas bolsas re-usáveis) e seguimos para o aeroporto. Na ida não tivemos problemas, a maior vantagem foi sair da aeronave e seguir direto para o metrô ao invés de perder 20-30 minutos aguardando as malas na esteira (isso se chegaram em Washington).

No voo de retorno, o fato de não ter despachado as malas provou ter sido a salvação. Ao sairmos do avião em Houston para nossa próxima conexão, meu marido percebeu que havia um voo embarcando no portão ao lado para nosso destino final. Nos aproximamos da atendente que estava embarcando os últimos passageiros e perguntamos se poderíamos embarcar neste voo evitando aguardar 3 horas de tempo de conexão. A primeira pergunta que ela nos fez foi “vocês têm bagagens despachadas?”, respondemos que “não” e ela abriu um sorriso, com bagagens despachadas não é possível alterar os voos. A atendente nos pediu um momento para verificar a possibilidade e depois de 10 minutos já estávamos em nossos assentos prontos para nosso destino final. Chegamos em casa 3 horas antes, deu tempo até de começar a lavar as roupas, até mais.

Passando frio em Washington D.C.

Acabamos de retornar de nossas mini-férias de inverno em Washington D.C. Esta é uma das minhas cidades favoritas nos Estados Unidos, é muita história para ser aprendida ao longo das esquinas e museus da cidade. As temperaturas durante o período de Natal e ano-novo ficam em torno dos 5 graus Celsius e com muita sorte você consegue pegar 10 graus. Horrível esta situação, principalmente porque muitas atrações de Washington são ao ar livre, passei muito frio mesmo tendo roupas apropriadas, meu casaco de inverno está desatualizado, tadinho tem cerca de 10 anos e talvez eu precise de uma atualização. Nas ruas vi mulheres e homens já usando casacos de “ultra light down”, são casacos relativamente finos porém te mantém aquecidos sem o incômodo de serem pesados. Acabei ficando doente, peguei uma gripe durante a viagem mas mesmo assim conseguimos aproveitar o tempo que tínhamos. Minha melhor recomendação foi ter usado os sacos de fechar a vácuo da ZipLoc, vejam nas fotos abaixo como sobrou espaço na minha mala com o casaco dentro do saco já fechado! Estes sacos ziplocs agora são a minha obsessão. Até mais.

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O universo respondendo às minhas questões.

Esta coincidência não sei como explicar, farei o meu melhor. Estávamos andando por Washington D.C. no final do ano de 2016 quando nos deparamos com o Newseum uma espécie de museu de notícias e histórias.  Logo na fachada do prédio haviam as primeiras páginas dos principais jornais do mundo. A primeira página do jornal O Estadão estava lá, senti orgulho de ver nosso jornal sendo exibido em plena Pennsylvania Avenue!

Ao final da fachada do prédio havia uma bandeira com a foto enorme de um homen de meia idade, cabelos e olhos pretos junto com o hashtag #FreeAustinTice. Fiz uma nota mental de quando chegar em casa, procurar na internet a história por trás deste hashtag e descobrir mais sobre quem é Austin Tice, porque e onde estaria preso.

Alguns dias se passaram e chegamos em casa após esta mini-férias. No primeiro dia em que estava retornando ao trabalho liguei o rádio no canal de notícias, a reporter estava no meio de uma entrevista com os pais de um jornalista preso na Síria, os pais tinham recebido recentemente a notícia que o filho estava vivo depois de um longo período de silêncio dos sequestradores, então a jornalista mencionou o nome do filho: “Austin Tice”. Aumentei o volume e ali recebi a resposta à minha pergunta feita em Washington dias anteriores. Agradeci ao universo pela resposta quando a jornalista mencionou sobre a bandeira extendida à frente do Newseum. Aproveitei o momento para pedir ao universo que ajudasse o jornalista a retornar a sua família são e salvo. Até mais.

Problemas com o vizinho e lições aprendidas no final do ano.

Estávamos hospedados no hotel Holiday Inn Capitol em Washington no final de 2016, o hotel é ótimo, a localização é a melhor em Washington D.C. Nas duas primeiras noites estávamos no último andar do hotel quando na terceira noite um casal com um filho pequeno se hospedeu no quarto ao lado. Entre o nosso quarto e o deles havia uma porta, super comum ter uma porta entre quartos de hotéis para que famílias com mais de 5 pessoas possam se acomodar, o problema é que todo barulho no quarto ao lado não era “abafado” e a criança pequena chorava e esperneava demais. Quando eram 10 e meia da noite, não aguentamos mais e tentei bater na porta do quarto deles para pedir silêncio, eles não atenderam a porta. Aguardamos mais 15 minutos, o barulho não diminuia e então ligamos para a recepção para ver se eles poderiam fazer alguma coisa. Cinco minutos mais tarde alguém da recepção bateu na porta, eles atenderam e escutei o recepcionista pedindo silêncio e informando que estavam incomodando os vizinhos. Quando era mais de 11 da noite o barulho continuava e somente tínhamos uma saída: mudar de quarto. Era óbvio que a criança não iria dormir, a irritação dela era grande demais e os pais não pareciam muito preocupados com isso. Ligamos para a recepção e gentilmente pedimos um outro quarto. Fomos atendidos imediatamente e em menos de 15 minutos já estávamos no quarto andar deitados e pegando no sono.

Em pensando um pouco mais comigo mesmo sobre esta situação, cheguei a conclusão de que a vida é assim mesmo, se os outros não mudam, não são capazes de seguir as normas básicas de civilidade, então nós temos que mudar e buscar soluções que satisfaçam as nossas necessidades. Foi super simples fechar as malas, pegar o elevador e entrar num outro quarto, dormimos bem e acordamos prontos para um dia de exploração, sem escândalos, gritos ou baixarias. Feliz 2017 à todos!

Organização de hotéis

A melhor forma que encontrei de organizar meus hotéis preferidos foi abrir uma conta no booking.com e criar listas para cada destino que vou visitar ou mesmo cada destino que sonho um dia em visitar. Eu geralmente pego referências de amigos, procuro os hotéis no site e os adiciono às listas que crio.  Veja logo abaixo um exemplo de lista que preparei dois anos atrás, até mais.

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Como a experiência nos ajuda em viagens.

Cá estou me lembrando de minha primeira viagem ao exterior em 1998, foram vinte e tantos dias com um voucher de Railpass, uma passagem do Brasil até Bruxelas pela extinta Sabena e outra de retorno de Madri de volta ao Brasil pela também extinta Vasp, um mapa simples da Europa e poucos guias de viagens. Lembro-me que em uma viagem a São Paulo percorremos as livrarias mais importantes da cidade à procura de um guia da Itália e não achamos nada. Não tínhamos reservas de hotéis e sabíamos vagamente das cidades por onde queríamos passar. Poucos meses antes da viagem minha mãe e eu resolvemos ir ao shopping para comprar malas novas, pois as que tínhamos em casa eram velhas demais e nem rodinhas tinham, na loja eu vi uma mala pequena e decidi que era essa que levaría, minha mãe retrucou dizendo que era pequena demais e que “todo mundo que viaja para a Europa leva malas enooooormes”. Até hoje tenho este “enoooorme” gravado em minha memória, abaixei a cabeça e aceitei a sugestão, compramos as malas maiores disponíveis. Grande erro. Quando a mala estava pronta eu percebi que talvez tinha exagerado e que estava muito pesada para mim, minutos antes de colocar-la no carro, abri a mala e retirei algumas coisas. Fomos ao aeroporto e minha sensação era que isso não era certo, eu teria que carregar o tempo todo a minha mala que ainda estava pesada. Já era tarde demais, embarcamos e em menos de uma semana, já em Paris, procurei o Correios para mandar cerca de 10kg de roupas de volta ao Brasil. Lembro-me que paguei cerca de 100 dólares pela remessa e mesmo assim o resto da viagem foi marcado pelo peso que carregamos para cima e para baixo. O pior foi chegar em casa, abrir a mala e ver que tinha roupas que nem sequer tinha usado.

Hoje, depois de tantas viagens e mais experiente, eu resumo minha mala da seguinte forma:

– 3 shorts

– 2 saias (sendo uma longa para um jantarzinho mais formal)

– 4 camisetas

– 3 vestidos de malha

– 1 agasalho leve

– itens de higiene

– 1 chinelo de dedos

– 1 biquíni/saída de praia

Sem mais, nem menos. Se precisar de algo mais eu faço uma pausa na viagem e compro o que preciso, se as roupas estão sujas demais, eu procuro uma lavanderia automática e em menos de 2 horas resolvo este problema. Uma coisa é certa, eu nunca mais levei malas “enoooormes” em viagens. Até mais.

Horário para se chegar ao aeroporto na Europa.

Não dá mais, é impossível pensar em fazer um check-in na Europa em paz se você chegar ao aeroporto com um pouco mais de 1 hora de atencedência, como requerido pelas cias aéreas, a menos que você tenha feito o checkin online e não vai despachar malas. Nos últimos dois anos e viajando com três cias aéreas diferentes eu cheguei a conclusão que check in na Europa só é possível se você chegar com 2,5 horas de antecedência. O problema não são as filas de segurança, mas o processo de despachar as malas. A experiência que tive nestes dois anos foram com as maiores cias aéreas: British Airways, Lufthansa e RyanAir.

Com a Lufthansa o problema foi com vários voos saindo de Atenas quase no mesmo horário, com a RyanAir em Roma também foram vários voos e a British Airways em Glasgow foi o caos diário na aviação na Inglaterra.

Duas horas e meia de atencedência parece um exagero porém prefiro ser exagerada do que arriscar e perder um voo e lidar com as consequências. Até mais.