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Como a experiência nos ajuda em viagens.

setembro 15, 2016

Cá estou me lembrando de minha primeira viagem ao exterior em 1998, foram vinte e tantos dias com um voucher de Railpass, uma passagem do Brasil até Bruxelas pela extinta Sabena e outra de retorno de Madri de volta ao Brasil pela também extinta Vasp, um mapa simples da Europa e poucos guias de viagens. Lembro-me que em uma viagem a São Paulo percorremos as livrarias mais importantes da cidade à procura de um guia da Itália e não achamos nada. Não tínhamos reservas de hotéis e sabíamos vagamente das cidades por onde queríamos passar. Poucos meses antes da viagem minha mãe e eu resolvemos ir ao shopping para comprar malas novas, pois as que tínhamos em casa eram velhas demais e nem rodinhas tinham, na loja eu vi uma mala pequena e decidi que era essa que levaría, minha mãe retrucou dizendo que era pequena demais e que “todo mundo que viaja para a Europa leva malas enooooormes”. Até hoje tenho este “enoooorme” gravado em minha memória, abaixei a cabeça e aceitei a sugestão, compramos as malas maiores disponíveis. Grande erro. Quando a mala estava pronta eu percebi que talvez tinha exagerado e que estava muito pesada para mim, minutos antes de colocar-la no carro, abri a mala e retirei algumas coisas. Fomos ao aeroporto e minha sensação era que isso não era certo, eu teria que carregar o tempo todo a minha mala que ainda estava pesada. Já era tarde demais, embarcamos e em menos de uma semana, já em Paris, procurei o Correios para mandar cerca de 10kg de roupas de volta ao Brasil. Lembro-me que paguei cerca de 100 dólares pela remessa e mesmo assim o resto da viagem foi marcado pelo peso que carregamos para cima e para baixo. O pior foi chegar em casa, abrir a mala e ver que tinha roupas que nem sequer tinha usado.

Hoje, depois de tantas viagens e mais experiente, eu resumo minha mala da seguinte forma:

– 3 shorts

– 2 saias (sendo uma longa para um jantarzinho mais formal)

– 4 camisetas

– 3 vestidos de malha

– 1 agasalho leve

– itens de higiene

– 1 chinelo de dedos

– 1 biquíni/saída de praia

Sem mais, nem menos. Se precisar de algo mais eu faço uma pausa na viagem e compro o que preciso, se as roupas estão sujas demais, eu procuro uma lavanderia automática e em menos de 2 horas resolvo este problema. Uma coisa é certa, eu nunca mais levei malas “enoooormes” em viagens. Até mais.

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